Levantamento mostra como os eleitores de Rondônia estão enxergando a corrida de 2026 e ajuda a população a acompanhar quem começa a ganhar espaço na disputa.
Quem vai representar Rondônia em Brasília a partir de 2027? A resposta ainda está longe de estar definida, mas a população já começa a dar sinais sobre os nomes que estão sendo lembrados.
A 7ª Pesquisa Rondônia-2026, do Instituto Phoenix, traz justamente esse retrato: uma fotografia de como o eleitorado está se comportando neste momento da corrida eleitoral para deputado federal.
Realizada entre 15 e 18 de agosto, a pesquisa ouviu 961 pessoas em nove municípios de Rondônia. O levantamento apresenta margem de erro de aproximadamente 3,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, além das informações técnicas e de registro eleitoral indicadas no documento da pesquisa.
Afinal, para que serve uma pesquisa?
Para o eleitor comum, a importância de uma pesquisa é simples: ela ajuda a entender o que está acontecendo nas ruas.
Antes de votar, o cidadão quer saber quais são os nomes mais conhecidos, quem está crescendo, quem está perdendo espaço e quais candidatos estão conseguindo chamar a atenção da população.
A pesquisa não diz em quem o eleitor deve votar. Ela apenas mostra como uma parcela representativa dos eleitores está pensando naquele momento.
É como uma fotografia: mostra o cenário no dia em que foi tirada. Depois, muita coisa pode mudar.
Jesualdo Pires aparece na frente
Na sondagem espontânea, quando o entrevistador não apresenta uma lista de candidatos, Jesualdo Pires aparece na primeira posição, com 4,47% das citações.
Na sequência aparecem Coronel Chrisóstomo, com 4,06%, e Maurício Carvalho, com 3,85%.
Também aparecem entre os nomes mais lembrados Pastor Evarildo Cruz, Fátima Cleide, Luiz Cláudio, Joliane Fúria, Gil do Divino Cardoso, Lúcio Mosquini e Juíza Euma Tourinho, entre outros.
O resultado mostra uma eleição aberta e bastante disputada, com muitos nomes tentando conquistar a confiança do eleitor.
E tem muita gente que ainda não decidiu
Talvez um dos dados mais importantes para a população esteja justamente fora do grupo dos primeiros colocados.
A pesquisa mostra que 19,04% dos entrevistados não souberam ou não quiseram apontar um nome, enquanto 13,74% declararam voto nulo ou em branco.
Ou seja: existe uma parcela enorme do eleitorado que ainda pode mudar completamente o desenho da eleição.
Isso significa que ninguém pode considerar a eleição ganha ou perdida neste momento.
Até a votação, candidatos terão tempo para apresentar propostas, percorrer municípios, conversar com a população e tentar conquistar aqueles eleitores que ainda estão indecisos.
O que o eleitor deve fazer com os números?
A melhor maneira de acompanhar uma pesquisa é não olhar apenas para quem está em primeiro.
É importante observar quem está crescendo, a distância entre os candidatos, o número de eleitores indecisos e como os resultados mudam de uma pesquisa para outra.
Também é fundamental conhecer as propostas e o histórico de cada candidato.
A pesquisa pode mostrar quem está sendo lembrado. A escolha do voto, porém, continua sendo do eleitor.
Informação também é cidadania
Em uma eleição para deputado federal, o voto tem consequências diretas para a vida da população.
São os deputados que participam das decisões do Congresso Nacional, votam projetos, fiscalizam o governo federal e podem ajudar a direcionar recursos e políticas públicas para Rondônia.
Por isso, acompanhar pesquisas eleitorais, debates, propostas e a atuação dos candidatos é uma forma de participar mais ativamente da democracia.
A pesquisa do Instituto Phoenix oferece mais um elemento para essa conversa.
O cenário ainda está aberto, os números podem mudar e muitos eleitores ainda não escolheram seu candidato.
No final, quem dará a palavra decisiva não será a pesquisa, nem os partidos, nem os candidatos. Será o eleitor de Rondônia, diante da urna.




